A aula ontem passou voando. Adoro esse professor, principalmente por já ter assistido a uma de suas palestras motivacionais.
Desisti de desistir do curso. Aquele medo está passando. O que eu tiver de aprender de financeiro vou aprender. Não vai ser aquela coisa: "oh, como ela manja do assunto!", mas vai ser algo não tão obscuro pra mim!
Agora marketing, que assunto legal. Por não ser um assun~to tão focado, tão específico. O Marketing é amplo e complexo. Se for analisar, tudo é marketing. Estudo do mercado. O que é o mercado? A Indústria, o varejo, o consumidor final, o momento econômico do país, a arte da venda, a arte de atrair, de convencer.
Fui convencida pelo professor de marketing a permanecer, fui convencida pelos amigos que me incentivaram. Fui convencida pela minha amiguíssima e terapeuta. Fui convencida pelo Kin, que se orgulha por eu estar me esforçando. Fui convencida pela minha filha que não me cobra tempo.
O Kin é uma pessoa estranha...
Quando volto pra casa tá ele lá, de cara emburrada.
- O que aconteceu?
- Tô entediado por não ter nada pra fazer...
- Você foi pra academia? Foi falar com seus amigos? Ontem você me disse que iria...
- Não fui.
- Por que não atende o celular?
- Não quero falar com ninguém!
Eu já meio irritada (pois isso é contagioso!) respondi:
- Você fica se isolando, fica adiando todas as coisas e ainda quer que aconteçam as coisas na sua vida? Você sabe se estará vivo amanhã? Por que você acha que eu faço tudo na hora e não deixo nada pra depois? E fica reclamando de tédio?!?
Coisas pra fazer tem aos montes, é só sair de casa! Será que eu, sendo agitada como sou terei paciência pra tanta acomodação?
Não sei mais...
E agora? Não sei se é TPM, desleixo, acomodação, medo de não cumprir com minhas próprias expectativas, desinteresse pela matéria, distância, trânsito, ter de repor horas de trabalho... o fato é que cada vez que lembro que terei aula me dá uma angústia, um stress. Não vou vibrando pra aula, muito pelo contrário...
Nunca mais terei outra oportunidade de ganhar um curso grátis de pós-graduação. E o curso não é meia-boca, não, tenho professores famosos que tem livros editados, outros dão aula na GV, outros na USP...
Por outro lado, por tanto tempo me dediquei ao lado profissional de minha vida... será que o lado família não mereceria um pouco mais da minha atenção? E minha filha, não mereceria minha presença na quinta e sexta-feira a noite?
E eu abandonar o curso passaria que imagem aos chefes? De alguém que já não quer mais aprimorar os conhecimentos na área, alguém que está acomodada e preguiçosa...
O que eu faço? Um ano e meio passa rápido, mas se for fazendo um curso que não agrada pode dar impressão de ser 10 anos...
Amanhã tem aula... terei de enfrentar correria, ônibus, metrô, aquela aula terrível de finanças onde o professor não explica, mas vomita a matéria...
A impressão que tenho é que todos estão completamente familiarizados com o assunto, só eu estou boiando... boiando e pescando, com medo do professor me perguntar alguma coisa e eu fazer papel de idiota e burra...
E meu curso de cabeleireiro? Onde foi parar em meus projetos futuros? Se perdeu no meio de tanta mudança...
Que dilema... reticências, reticências, reticências...
Minha filha é muito legal... mas anda apanhando feio com o novo pai. É sua primeira experiência de ser filha do pai. Antes ela sempre havia sido filha da mãe.
Ele é muito preocupado com ela, mas por ser muito brincalhão, quando fala sério acaba não sendo levado muito a sério... rsrsrs... não tem jeito, a educação dela continua e sempre será meu papel assumir.
Ela vive "zoando" o Kin, e ele a ela. Parecem dois irmãos! Incrível como um se adaptou ao outro. Sempre tive medo de pedofilia, pessoas de má índole, mas por tudo o que já conscientizei e expliquei pra ela tenho certeza que qualquer atitude suspeita ela me conta. E com certeza eu perceberia algo.
Que assunto polêmico e difícil... imaginar que minha filha poderia ser molestada pelo Kin... ela tem 8 anos.
Me lembro quando tinha 6 anos de idade. Já tinha consciência e noção de muita coisa. Só não tinha muita esperteza pra disfarçar sentimentos... crianças molestadas onde as mães afirmam não suspeitar de nada... conhecendo minha filha como conheço, impossível que me passasse despercebido qualquer coisa que acontecesse com ela nesse sentido, ou até menos que isso.
Volto a refletir... que assunto polêmico e difícil...
Foi muito produtiva minha estadia na Praia Grande. Aprendi muito, dei uma revigorada na minha motivação profissional, voltei cheia de idéias sobre meus deveres aqui no escritório. Um comentário feito por um lojista ao meu chefe deu-me um "up" como colaboradora que já valeu a viagem.
Fiquei sabendo de uma bomba que estará prestes a estourar por aqui.
O Kin pescou, aproveitou. Minha filha então... cansou de tanto nadar, virou sereia! Linda!
Ontem tomei caldo de mocotó. Nunca tinha experimentado... adorei, mas fiquei por um bom tempo arrotando mocotó. O negócio é pesado, mas muito vitamínico! Pra quem sofre de problemas ósseos é muito bom!
Trouxe água do mar pra minha terapeuta, minha filha voltou com muitas conchinhas.
Como é bom estar vivo!
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